Google Pixel 2
Pixel, o smartphone da Google

Os smartphones estão a ficar aborrecidos? Não. Eles são aborrecidos há muito tempo. Provavelmente, a única (grande) evolução que se vai vendo nos smartphones atuais face aos iniciais ou, sendo um pouco mais gentil e objetivo, face àqueles que tínhamos há três ou quatro anos, tem que ver com as suas câmaras.

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De resto, continuamos a ver um ecrã retangular, num corpo retangular. Não, inovação não é tirar uma entrada para os Headphones – embora seja algo bastante bem vindo –, nem é colocar um leitor de Íris para o desbloqueio do dispositivo – que também é algo simpático.

   

Estamos em 2017! O Android e o iOS fazem tudo o que faziam em 2014, por exemplo. É claro que têm mais funcionalidades e recursos mas, no final, o que conta é o que podemos fazer com o smartphone. E, quanto a isso, tudo continua igual. As aplicações são melhores que há uns anos e o desempenho dos dispositivos também, mas a interação é sempre a mesma.

Smartphones
2017 tem sido um ano onde as marcas têm estado todas em força

Houve uma altura em que o mesmo se passou com os telemóveis. Depois chegou a Apple. E o mesmo irá acontecer com os smartphones. Só não se sabe quem chegará, nem com o quê. É certo que essa é uma questão bem difícil de responder, mas, por outro lado, é muito importante.

Começa a ser cansativo ter de trazer o PC todos os dias na mochila porque as tarefas que temos de desempenhar num dispositivo como esse, com 4, 6 ou 8GB de RAM são bem mais simples do que num smartphone com a mesma quantidade de memória RAM. Percebes onde quero chegar?

Mais tudo, menos a inovação que se quer…

Por muito que isto soe a “suspiro de fanboy” queria mesmo muito que a Microsoft lançasse um terminal como o desejado e inexistente que todos querem. E só digo isso porque parece-me que o Windows 10 tem mais capacidades para agarrar um novo tipo de produtos do que o macOS/iOS ou o Android, principalmente depois do que vimos anteontem. No entanto, lá está, é-me totalmente indiferente.

O que não pode continuar a acontecer é passarem-se os anos e as empresas colocarem mais câmaras na parte traseira dos smartphones ou um ecrã com maior resolução. Se no final, continuarmos a levar o PC na mochila pois sabemos que o smartphone não será capaz de desempenhar X tarefa, então isso não servirá de nada.

Talvez tenha sido por isso que, para muitos, os smartwatches não tenham tido o sucesso que outros gostariam. Não deixam de ser um pequeno apêndice do smartphone, o que é uma pena.

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Está mesmo na altura de ser dado o próximo passo. Veremos quem será a estrela dessa evolução. Neste âmbito, depois da Nokia, quem pensou que fosse a Apple a “querida”? Antecipar a nova “querida” não será simples, mas especular não custa. Deixa a tua opinião nos comentários!

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.