
O mercado dos wearables já não possui a força que detinha há uns anos atrás. Corria o ano de 2015 quando vimos um enorme crescendo na aposta das varias empresas tecnológicas neste segmento. Era comum vermos empresas como a LG, Samsung, Huawei ou mesmo outras marcas menos conhecidas apresentarem um smartwatch.
Naquela altura parecíamos acreditar que este poderia ser o futuro da tecnologia móvel. Uma extensão do nosso smartphone até ao nosso pulso. Contudo, passados estes anos a tecnologia não evoluiu o necessário. Tudo foi mantendo-se praticamente igual e o utilizador foi perdendo o interesse neste mercado.
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Mas existem ainda algumas empresas que continuam a apostar nele. A Apple e a Samsung são os nomes mais sonantes que ainda investem no desenvolvimento de um smartwatch. Mas a Huawei parece também ainda estar interessada neste tipo de dispositivos.
No ano passado, por ocasião da MWC 2017, a empresa chinesa apresentou-nos a segunda geração do seu Huawei Watch. Um wearable que mudou drasticamente face à filosofia do seu antecessor, estando agora muito mais voltado para os amantes do desporto, com tecnologias desenvolvidas a pensar especialmente nestes.
Para o futuro, a empresa chinesa quererá remodelar ainda a aparência e funcionalidades dos seus produtos. Uma patente recentemente submetida na World Intellectual Property Organisation mostra-nos um smartwatch cujo aro será sensível ao toque.
Huawei estará a pensar numa forma de revolucionar o seu conceito de smartwatch
Pelas informações disponibilizadas este novo dispositivo terá oito zonas simetricamente separadas que poderão albergar as áreas destinadas ao toque. Já as zonas superior e inferior do aro deste possível smartwatch poderiam ser reservadas para botões físicos.
As zonas reservadas às funcionalidades sensíveis ao toque suportarão vários tipos de funcionalidades. A Huawei patenteou a capacidade de estas suportarem toques, swipes, pressão e navegação. Como vês, toda uma panóplia de possibilidades para a grande maioria de funções normalmente associadas a dispositivos do género.
Este tipo de tecnologia faz-me recordar da abordagem da Samsung com os seus aros rotativos. No entanto, a tecnologia da sul-coreana serve essencialmente para a navegação pela sua interface. Já esta nova tecnologia da Huawei permitir-lhe-ia a inclusão de um muito mais alargado leque de possibilidades.
Por fim, importa relembrar que a submissão de uma patente nunca é garantia de um novo produto baseado na mesma. Apenas fica salvaguardada a ideia para futura utilização sem que outros se possam chegar-se à frente e colher os frutos.
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